Da ilha grande para a ilha pequena!

São 50 os quilómetros que as separam! Do norte da ilha grande avista-se, em dias de muito bom tempo, a ilha pequena.
Muito antes das 8 da manhã já se ouvem os motores do barco, que faz esta ligação; seguem-se duas horas e meia de um oceano tão vasto quanto profundo. Com sorte seremos acompanhados por famílias de golfinhos que serpenteiam a proa de um barco com milhares de horas de mar.
O desembarque na ilha pequena tem sempre um sabor familiar; são já dezenas de verões com um ritual tão mecanizado que chega a ser feito quase de olhos fechados. 4 crianças, os pais, um cão, toda a agricultura possível, apanhada nas véspera da partida e um jipe que envolve esta mistura heterogénea, quase a transbordar.
Por momentos cerram-se os olhos e o cheiro que esta pequena ilha emana, chega-nos ao paladar. É um misto entre a aridez do solo, o assobio de uma brisa constante e o agridoce do encontro entre o mar e a areia. Só mesmo desembarcando na ilha pequena!
Os habitantes, esses, sabem que esta é a altura da nossa chegada e respeitam-nos por isso; passam dos singelos 5000 habitantes, para os 25000 e as vidas pacatas e ordeiras têm, também para eles nesta altura, um sabor diferente. Não são um povo habituado às longas filas na padaria ou no supermercado e a “nossa” invasão traz-lhes uma dualidade de sentimentos: mexemos com a sua economia, é verdade, tão fundamental e necessária para os meses de inverno, mas também tiramos-lhes o silêncio da ilha: acredito que se tivessem de escolher passariam mais invernos em sacrifício.
A caminho de casa avista-se o extenso areal de quase 9 quilómetros de uma praia de areia fina e dourada, nome que também se dá à ilha pequena! Vão se fazendo apostas para a altura da maré e para o primeiro mergulho no mar. Se a brisa não passar a vento de norte, sabemos que nos aguarda um oceano turquesa, tão transparente quanto cristalino. A água saboreia-nos com um arrepio ao primeiro toque e com uma sensação única de satisfação, à saída.
A ilha pequena, conhecida como Porto Santo é, para nós, os habitantes da ilha grande, sinónimo de recuperação de energias, de repouso e de convívio entre amigos mais próximos. É nela que criamos memórias felizes que passam de geração em geração e que nos fazem deixá-la sempre, de coração apertado.
No regresso quase tudo fica para trás e chega-se a casa bem mais leves; na bagagem, trazem-se memórias e intenções para o ano que se avizinha; de todas elas há sempre uma intenção comum, passem os verões que passarem: a de voltar à ilha pequena!

Associada às memórias veraneantes lançámos este Verão a nossa  JOY! É a nossa mais alta expressão, através da cor, dos tantos verões vividos na ilha pequena…e enquanto não regressamos para vivermos mais um verão de memórias, vamos nos deliciando com a nossa criação, na expectativa que sintam, como nós, as emoções que vão na alma da JOY!

 

Sofia D.